Preso um dos acusados de mandar decapitar detentos em Pinheiro

Segundo a polícia, “Escobar” foi um dos que ordenou as decapitações, em fevereiro de 2011, na rebelião que houve em Pinheiro.


Três pessoas presas, por tráfico de drogas, foram apresentadas, nessa quarta-feira (18), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) em São Luís.
Um dos apresentados foi João Batista Silva Mendes, conhecido como “Escobar”. Segundo a polícia, ele foi preso na zona rural da cidade de Guimarães e considerado altamente perigoso.
De acordo com o delegado Armando Pacheco, titular da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), “Escobar foi liberado, de forma até equivocada, pelo sistema penitenciário, tendo em vista que ele possuía um outro mandado de prisão em aberto pela comarca de Guimarães. Para se ter uma ideia do perigo que ele representa para aquela região, ele foi uma das pessoas que ordenou aquelas decapitações ainda em fevereiro de 2011, na rebelião que houve em Pinheiro. Ele era um dos líderes que estava em Pedrinhas ordenando essas mortes”, explicou o delegado.
Escobar tem uma longa ficha criminal, pois já foi integrante de uma facção criminosa, tem várias passagens por tráfico de drogas no interior do Estado e em São Luís, além disso, ele foi mandante de algumas mortes no interior do Estado e financia roubos a instituições financeiras e postos de combustível.
Na companhia de Escobar, a polícia encontrou Leandro Cordeiro da Silva, contra o qual havia um mandado de prisão por roubo no Distrito Federal. Eles estavam na casa de Josenildo Moreira Ferreira, o qual também foi preso por estar em posse de drogas.
Escobar e outros dois presos foram apresentados na SPP-MA, em São Luís. / Foto: Divulgação/SSP-MA.

O Maranhão piorado de Flávio Dino: pobreza, desemprego e cobrança abusiva de impostos…

Desculpem o incômodo, mas preciso falar do desemprego no Maranhão.
Texto do Coletivo Cultural Manuel Beckman
“Senhoras e senhores passageiros, desculpem se estou incomodando a viagem de Vocês!” Qualquer cidadão que utilize o transporte público de São Luís, está mais que familiarizado com está frase, pois ao fazer uma viagem ainda que curta via transporte publico da capital, depara-se com uma variedade e quantidade maior do que nunca antes visto, de vendedores ambulantes oferecendo os mais diversos produtos, que vão desde Escovas de dentes e bombons, a fones de ouvido e bolsas. Algumas vezes mais de um vendedor sobem ao mesmo coletivo de uma só vez, como se a frota do transporte já não fosse suficiente para tantos vendedores e pedintes, em uma disputa por espaço por vezes
constrangedora.
Esta notória constatação , que de fato é percebida por qualquer cidadão leigo em Economia ,infelizmente não é um reflexo do desenvolvimento do empreendedorismo no Maranhão, não significa que mais ludovicenses estejam apostando em um negócio próprio, mas, denuncia um trágico cenário de desemprego e miséria em que nosso querido estado está mergulhado, pois ainda que nos limitemos por hora a falar sobre os vendedores ambulantes nos coletivos, não podemos desconsiderar o crescimento da incidência de pedintes que sobem nos coletivos mendigando desesperadamente por Socorro.
É então que emana a benevolência e compaixão de Nossa gente, que se compadece e ajuda como pode. Infelizmente, a caridade de nosso povo não é o suficiente para trazer uma vida mais digna a população de nosso estado, e quem o poderia fazer, é de fato o principal agente de agravamento da pobreza e miséria causada pelo desemprego, estou falando claramente sobre o Governo do estado do Maranhão.
Em um quadro de constatada recessão econômica, que revelou-se alarmante entre os anos de 2014 e 2015, período em que o desemprego aumentava exponencialmente, elegemos em Nosso estado um Governador que parecia ser uma fagulha de esperança a nossa gente tão sofrida, mas não poderíamos imaginar que tal esperança se tornaria em suplício. Completamente contrária as necessidades econômicas de nosso estado, este governo inicia sua política repressiva a Iniciativa Privada, e mais especificamente ao comércio, assim como a seus cidadãos individualmente, política esta que tornara-se a marca registrada desse governo, “A violenta cobrança de Impostos.” A politica perversa de aumentos e cobrança tirânica de impostos , é o principal agravante da miséria decorrente do desemprego em nosso estado. Com aumento do ICMS de 12 para 18% , em um momento de retroação do crescimento, e consumo em níveis baixíssimos, o comércio que é o setor que mais gera empregos no maranhão, foi o maior prejudicado, e tendo seus encargos tributários elevados drasticamente na medida em que as vendas diminuíam, aqueles estabelecimentos que não fecharam as portas, tiveram de partir para uma dolorosa alternativa, as demissões.
Com tantos milhares de trabalhadores demitidos e sem emprego, qual alternativa teriam para Garantir  com Dignidade mínima o sustento de suas famílias?
É exatamente aí que se dá a segunda via de atuação na promoção da miséria por parte do Governo do estado; desesperados pelo desemprego, milhares de maranhenses viram uma oportunidade de sobrevivência no transporte particular alternativo, buscaram garantir o pão de cada dia as suas famílias, tornando-se motoristas de Uber, 99 Taxi, carrinho lotação , moto taxistas, motoboys e fretistas; desempregados, através de seus únicos bens conquistados com muito suor que são seus veículos , buscavam suprir as necessidades básicas de suas famílias, ainda que minimamente.
Mas o Governo do estado não satisfeito com o desemprego generalizado que provocara, Passou a subtrair este único meio de sustento que possuíam milhares de maranhenses. De maneira ilegal, judicialmente declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ( Código de Transito Brasileiro – Lei 13.281/16 ) , o Governo do estado passou a avançar contra a população tomando a força seus veículos, baseando-se na sádica justificativa da Inadimplência para com o imposto veicular IPVA.
Sem nenhuma sensibilidade ou compaixão para com o povo maranhense em um momento de tamanha calamidade e desespero provocada pela pobreza, o Impetuoso Governo do Maranhão surrupiou cerca de 15 mil veículos, deixando milhares de famílias sem seu único meio de transporte, e milhares delas sem sua única fonte de renda. Milhares de trabalhadores tiveram o direito de sustentar suas famílias confiscado pelo Governo do estado.
Talvez , você que recebe esta mensagem tenha tido seu veículo tomado a força pelo Estado e encontre-se desesperado, por este Ser o meio pelo qual sustentava dignamente sua família  saiba que infelizmente você não está sozinho, pois milhares de outras famílias de Nosso estado encontram-se em igual ou maior desespero, ou possivelmente você ou eles, sejam um daqueles que estejam neste exato momento, ou em breve estarão dentro de um coletivo á dizer:

Flávio Dino e Duarte Júnior são multados pela Justiça Eleitoral por propaganda antecipada

Flávio Dino e Duarte Jr. em evento que foi base para condenação de ambos pelo TRE ao pagamento de multa (Foto: Divulgação / Duarte Jr.)
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) condenou o governador e pré-candidato à reeleição Flávio Dino e o pré-candidato à deputado estadual Duarte Júnior a pagarem multa de R$ 5 mil, cada um. Ambos são do PCdoB. A decisão foi por conta de propaganda eleitoral antecipada em um evento no Rio Poty Hotel, no dia 28 de abril de 2018. A ação foi proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral, que apontou pedido de voto de forma explítica de Flávio Dino para Duarte Júnior, o que caracteriza o pedido fora do período autorizado por lei.
O relator foi o desembargador Cleones Cunha. Na decisão, ele argumentou que eventos para lançamento de pré-candidatura são legais, inclusive com cobertura midiática como canais pela internet, no entanto não é admitido " pedido explícito de voto", de acordo com o §3° do artigo 36 da Lei das Eleições. A pena prevista é justamente multa.
“No presente caso, funda-se a representação em alegada propaganda eleitoral antecipada, materializada no fato de que o pedido de voto consistiu especialmente na fala do governador Flávio Dino ao dirigir-se ao público presente ao evento de lançamento da candidatura de Duarte Júnior. Restou demonstrado o pedido explícito de votos quando da evocação, por Flávio Dino, de que não bastaria votar em Duarte Júnior, sendo necessário, também, realizar efetiva campanha em seu favor, atrelando-se, ainda, ao seu número de legenda, “65”. Pelo que explicitado no discurso, ao afirmar que ‘não é só votar’, ficou configurado o pedido de voto aos presentes, vez que, dentro de uma lógica comum de interpretação, a frase propalada por Flávio Dino equivale a dizer que, além de votar no candidato Duarte Júnior, deve-se fazer campanha para a sua pessoa”, disse desembargador, que também é corregedor do TRE.

Denúncia

A ação foi proposta pelo procurador Pedro Henrique Castelo Branco. Na representação, o Ministério Público destacou o trecho “e eu vim aqui pedir para vocês fazerem a campanha do Duarte. Não é só votar, é fazer a campanha. E tenho certeza, sob a proteção de Deus e com a força da população, a gente vai ter uma grande vitória”.
O Ministério Público argumentou que o evento foi transmitido ao vivo por redes sociais do pré-candidato Duarte Júnior, o que "proporciona um grande nível de exposição da propaganda eleitoral antecipada, potencializando seus efeitos danosos sobre o pleito eleitoral".
Além de multa, o Ministério Público pediu também que todas as publicações com o dicurso de Flávio Dino neste sentido fossem retiradas do ar do site e das redes sociais de Duarte Júnior.
G1